Category Archives: The Light Side

Ruas

As ruas da cidade são incríveis. Não só pela magnitude dos edifícios mas também pela variedade de pessoas que por elas passam todos os dias. Serão apenas números estatísticos numa folha de papel ou serão diferentes vidas, diferentes historias, diferentes livros e revistas que todos os dias se pavoneiam pela cidade. Tentam dançar por entre os problemas, tentam incansavelmente atingir uma suposta felicidade. Afinal do que precisamos para ser felizes? Somos todos muito inteligentes e conscientes e achamos que sabemos sempre qual a resposta a esta pergunta. Será que sabemos? Será que sem tristeza a felicidade existe? Se algum dia chegarmos a atingir a felicidade qual passa a ser o nosso propósito para cá andar?
Existem frases feitas, cospem por aí que a vida é feita de escolhas, escarram que a vida não é um mar de rosas, vomitam que a vida é dura. Será? Será que realmente fazemos escolhas ou que todas a decisões que fazemos são condicionadas por milhares de coisas que não controlamos? Se a vida não é um mar de rosas então o que é? Um rio poluído? Será a vida realmente dura? Ou somos nos que a enrijecemos? A vida é uma oportunidade única que nos é dada, todos nós que estamos vivos somos privilegiados. Todos os dias acordamos e temos a oportunidade de redefinir tudo, de nos redefinirmos, de redefinirmos o mundo. A vida até pode ser a maior merda que existe, cabe-nos a nós aprender a gostar de merda. Cabe-nos não nos enterrar nela, não a levando demasiado a sério.
Mas depois de pensar em tudo isto, agarro no casaco, ato as sapatilhas e saio porta fora. Acho que desta estou galvanizado pelo som da música nos headphones, ou será do álcool? Não interessa… Irei eu a andar demasiado depressa ou aquela mãe de quinze anos está a andar demasiado devagar? Estarei a sonhar ou aquele tipo da minha idade está a apertar um bocado mais o garrote para apanhar melhor a veia? Os prédios parecem mais altos do que no outro dia, o sol fica para trás deles, as poucas nuvens que se vêm no céu têm formas engraçadas uma delas lembra-me um recem nascido, é parecido com aquele que apareceu num caixote do lixo há uns dias. Gosto dos cartazes políticos, da propaganda. A crise! Sim, culpemos a crise! Merda, fomos nós que inventamos o dinheiro e agora não conseguimos viver sem ele!? Por amor de deus, preciso de dinheiro para respirar, o meu coração já não bombeia sangue, acho que anda a bombear cotações da bolsa. Somos tão inteligentes, somos tão superiores a todos os outros animais, não somos? Em vez de nos viciarmos em viver viciamo-nos nos trocos, no metal e no papel verde, vale mais do que a vida, vale mais do que o mundo. Vale mais do que qualquer valor que algum dia possamos inventar, afinal vale mais que Deus ou do que uma religião.
Sacudo um bocado a cabeça a ver se estes pensamentos pseudo-filosoficos se apagam, não servem de nada, não levam a lugar nenhum. O metro por outro lado já me leva algum lado, e que sítio excelente para observar a vida é a paragem do metro. Gosto de ver o polícia que aceita o suborno, o pai de filhos que pisca o olho á prostituta seropositiva que lhe diz fazer-lhe um desconto se não usarem preservativo, o mendigo que é esquecido por todos, do qual todos desviam o olhar porque no fundo todos são responsáveis pela sua miséria! Porque afinal todos falhamos enquanto seres humanos quando deixamos que semelhantes andem pelas ruas sem comida nem roupa, porque afinal deixamos que eles fossem embrulhados no turbilhão dos euros e embora nos estendam a mão esperançadamente acabamos por simplesmente desviar o olhar, porque não é nossa obrigação. Não temos de nos ralar, cuidamos de nós e da nossa família, se der, não faltava mais nada que nos ralarmos com os outros.
Ao lado do mendigo estão os cinco, os mãozinhas de ouro, o gang do metro. Assaltam tudo quanto lhes passe pela frente, se antigamente se limitavam a ameaçar as pessoas, agora que têm todos os catorze anos feitos já podem andar com armas de fogo ou brancas que não têm medo de usar, porque afinal não podem ser presos. Na carruagem do metro vê-se de tudo um pouco, para além do meu reflexo nos vidros consigo ver os negócios que por aqui se passam, aposto que não é farinha que está naquele pacote…
Finalmente chegámos, toda a gente se apreça a ir para a porta para sair da carruagem. Não percebo a pressa, também fomos nós que inventamos as horas… não as devíamos poder controlar? Porque é que nos controlam elas a nós?
Subo as escadas da estação, ainda a meio já dá para ouvir as buzinas dos carros, os insultos, os choros dos miúdos por mais um capricho que os pais, árduos trabalhadores, não puderam satisfazer. Ao fundo da rua lá se vê um casal de namorados, uma jura de amor eterno, mal ela sabe que o homem que a jura proteger vai ser o que mais mal a vai tratar. Dá-me vontade de rir, devia chorar?
Enfim, sinto-me embriagado com as cores e diversidades da cidade, com a multiplicidade de realidades que aqui coabitam todos os dias, sinto-me quase conformado com tudo isto. E sinceramente, porque não? Porque passar a vida a tentar ser diferente? Será melhor tentar ser mais um e acabar excluído?
Não sei…
Nem quero saber! Só quero aproveitar a minha juventude, continuar a observar, continuar a criar filmezinhos na minha cabeça, continuar a procura do que não encontro e acordar todos os dias a pensar “Quem vou ser hoje?”. Quero continuar a sentir medo, quero continuar a sentir ansiedade, quero que me continuem a aparecer problemas para resolver, quero continuar a poder sentir a areia da praia a mover-se debaixo dos pés, quero continuar a pisar merda de cão e a sacudir a sapatilha na relva. Quero continuar a desfrutar de tudo o que a vida tem para me dar, seja bom ou mau. Afinal um dia vou morrer, um dia o meu coração vai deixar de bater e a única coisa que vai contar aí, são quantas experiencias eu vivi.

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Falta

Sim, sinto que tenho estado em falta por escrever cada vez menos no blog. O mês não tem estado a ser fácil, tenho andado numa rotina estúpida, mal tenho tempo para me coçar e então a disposição para escrever é cada vez menor.

No entanto Fevereiro é conhecido por ser sempre o mês mais pequeno do ano. Então pode ser que quando acabar que as coisas voltem ao ritmo normal.

Sei que tenho de dar um final ao “Fobia” que tenho de escrever mais qualquer coisa, mas não há paciência, pelo menos por agora.

Portanto esperamos para ver se o ar da primavera traz a disposição de que preciso para isso.

Somos

Acima de tudo somos pessoas, como tal temos personalidades.
Umas mais fortes e distintas do que outras. E afinal, o que define essas personalidades?

Eu era capaz de arriscar e dizer que são definidas por outras personalidades. Sim são definidas pelas personalidades das pessoas que durante toda a nossa vida nos rodeiam.

A nossa capacidade de distinguir o bem do mal, do que é importante e do que não é, a capacidade de relativizar sentimentos e situações, tudo isso advém das personalidades das pessoas que nos acompanham nos estágios da nossa vida.
O mais interessante é que não existe limite, ou seja, estaremos em constante mutação até ao nosso último dia, desde que nos continuemos a relacionar com pessoas novas e diferentes.

Verdade é que algumas caracteristicas da nossa personalidade nascem connosco e não têm propriamente de vir dos nossos progenitores, mas até essas podem ser manipuladas pela sociedade, pelas diferentes realidades sócio-culturais com que nos deparamos.

Haverá maneira de lutarmos contra isso? Gosto de acreditar que sim, mas cada vez tenho mais provas de que não.

Eu gosto da diversidade, acho que o mundo é um lugar bem melhor se todas as pessoas forem diferentes com apenas um ponto em comum nas suas personalidades, a capacidade de entender e aceitar pontos de vista e personalidades diferentes. No entanto se calhar a incapacidade que algumas pessoas têm de aceitar que exista gente diferente foi cauada por interferência das tais realidades sócio culturais que enfrentaram.

Portanto da próxima vez que virem alguem com falta de carácter e  com pouca personalidade, em vez de lhe oferecerem um hematoma na face perguntem-lhe antes “O que é que te aconteceu na vida que te tornou na pessoa que és?”  e depois em vez de darem a outra face, virem as costas. 😉

Abraços

Desassossego

Na vida de algumas pessoas existem momentos de ruptura, momentos em que coisas mudam drásticamente.
Ha pessoas a quem a oportunidade de começar de novo é dada. A quem é dada a hipotese de mudar de direcção na próxima bifurcação.

Isto certamente não passará de um desabafo, e nem sei porque o estou a escrever aqui uma vez que não muda nada.

Mas eu também tive a oportunidade de mudar de direcção, e agarrei-a com unhas e dentes, continuei pelo novo caminho lutando contra tudo e contra todos, tinha a certeza de que era o caminho que me faria feliz, alías eu sei que é esse caminho que me vai fazer feliz.
No entano avista-se outra bifurcação, se for para um lado continuo neste novo caminho que mudará a minha vida e fará de mim a pessoa que quero ser, se for por outro ajudo alguém que também sempre me ajudou mas arrisco-me a não conseguir voltar e a acabar por seguir numa estrada que terá eventualmente um fim, que eu não sei qual é.

No final das contas feitas eu sei qual das duas opções devo escolher mas a ansiedade de saber se vai resultar, se vai dar certo, ou se terei simplesmente desperdiçado a minha vida provoca-me panico. Deixa-me ansioso, causa-me dores de estomago, seca-me a garganta e acima de tudo estrangula-me o coração e causa-me dúvida.
Certamente que é preciso cometer erros para poder aprender com eles e prosseguir na vida, mas e se o erro que cometemos é falhar à própria vida? Se o erro que cometemos acaba por tirar todo o sentido à mesma? Será que continua a haver um lado positivo?

Pronto, era isto. Só o tempo acabará por revelar as repostas a certas perguntas, mas o tempo que tantas vezes me falta parece ser em demasia agora.

Conhecimento

Diz-se, “Conhecimento é poder”. Será? A sério, ando um bocado cansado de ter de provar a ferro e fogo o que valho e o que sei e mesmo assim nunca ser reconhecido por isso. Diz-se também que vivemos numa sociedade cada vez mais exigente devido ao desenvolvimento da mesma, eu acho que vivemos numa sociedade cada vez mais acomodada. Onde o conhecimento já não é poder, uma vez que toda a informação está a distância de meia dúzia de clicks. Logo tudo o que possa ser considerado conhecimento, é relativo. O que nos leva também a pensar sobre a qualidade desse conhecimento armazenado por servidores, não podemos esquecer que o que lá está é apenas aquilo que alguém lá colocou para que o acessássemos. E então continua a ser de qualidade e viável?

Este tema tem despertado a imaginação de imensos autores, guionistas e romancistas, mas e se tudo aquilo que achamos que não passa de ficção fosse realmente real?

Está mais que provado que os filmes de ficção cientifica acabam por conduzir o desenvolvimento da tecnologia, porque os investigadores e os cientistas acabam por se basear no que é apresentado nos mesmos para prosseguirem as suas investigações.

E então se as teorias da conspiração tão bem desenhadas por entre linhas de texto por Dan Brawn ou representadas nos filmes dos irmãos Wachowski fossem na verdade a realidade e nós estivéssemos apenas demasiado cegos e ocupados com as nossas vidas para nos apercebermos disso?

Seria assim tão importante sabê-lo?

Sonhos

Não são apenas os pequenos filmes que o nosso cérebro cria quando estamos a dormir. São também os planos que fazemos para nós, para a nossa vida. São as coisas que queremos alcançar.

Alguns são bastante esguios, escapam-se de dentro das palmas das mãos, e quando os tentamos agarrar conseguem fugir à ponta dos dedos.

Existe sempre alguma coisa que se mete entre nós e os nossos sonhos, se eu estivesse inspirado e de bom humor diria que essas coisas servem apenas para fazer com que quando os alcançamos, consigamos sentir o especial sabor da conquista. Mas uma vez que so agora vejo a ponta do iceberg enorme e intransponível que existe entre mim e um dos meus principais sonhos, sinto-me cansado, e digo que estou farto de ter de abdicar da minha felicidade por causa dos erros dos outros.

Não tenho força suficiente nem egoísmo para dizer que não, para deixar de ajudar. Há quem o veja como uma virtude, eu só o consigo ver como um peso muito grande, um aperto enorme no peito.

Tento dividir-me em mil para conseguir realizar os meus sonhos ao mesmo tempo que tento impedir que os de mais alguém desvaneçam, mas infelizmente começo a achar que não tenho força suficiente para isso, e na estupidez absoluta acabo por deixar partir os meus para me agarrar com unhas e dentes aos de outros.

Resta-me tentar perceber, se tudo isto valerá a pena, resta-me perguntar se no fim de contas, quando o martelo cair, toda esta luta mudará alguma coisa ou terá sido em vão?

Destino

Então, em resposta ao comentário, cá vai.

Se acredito no destino? Se acredito que tudo o que vou fazer na minha vida já estava escrito desde o dia em que nasci?
Gosto de acreditar que não acredito, gosto de acreditar que tenho total controlo da minha vida, que realmente existem coincidências e que tenho capacidade para fazer as minhas escolhas. Acredito no entanto que existem coisas porque temos de passar para que possamos evoluir, para que possamos progredir mais um bocado ou mudar a nossa vida de uma maneira impressionante.

Acredito que as dificuldades porque passamos são testes, são provas. Para quê? Também não sei, sinceramente dúvido que alguém saiba.

Vida depois da morte? Acho que são tudo conceitos muito abstractos, no entanto Antoine Lavoisier afirmou que “Na natureza nada se cria, tudo se transforma.” portanto, se a nossa carne se há-de transformar é possível acreditar que também as nossas vivências e as nossas memórias se transformem.

Admito que são coisas em que já pensei mais, já me perguntei porque é que de todos os animais fomos os únicos que em vez de evoluirmos e nos adaptarmos ao mundo adaptámos o mundo às nossas necessidades. Acho que também não há resposta fácil. Todas as teorias parecem fazer lógica, sejam ciêntificas, sejam as das religiões, mas também todas elas têm falhas. Não sei se está destinado ao homem chegar a saber a resposta a essas perguntas, porque afinal se soubesse aí sim, deixava de haver razão para viver.

Obrigado a ti também por passares por cá e comentares, há mais gente a ler o blog, felizmente.  Se gostam, não sei. Também não foi feito com o intuito de agradar a ninguém senão a mim. 😉

A melhor das sortes para ti, beijinho.

Desespero

Aquele sentimento, que já todos sentimos, aquele apertar na garganta, o nó no estômago. Quando nos apercebemos que os nossos sonhos nos estão a escorregar por entre os dedos, como se fossem sebo, e que por mais que os fechemos não existe maneira de os impedir de fugir.

Sempre ouvi dizer que tudo na vida tem solução, excepto a morte. Essa torna-se muitas vezes na solução dos desesperados.

Na nossa sociedade, chegar ao ponto do desespero não é difícil, as contas a acumularem-se no final do mês, as dívidas, as pressões no trabalho, as expectativas a que não se consegue corresponder, os maus tratos, os vícios que não se conseguem largar. Conseguir relativizar tudo isto deveria ser suficiente para se conseguir trepar pelo poço e chegar de novo à superfície, infelizmente nem sempre é fácil relativizar, nem sempre é fácil não sucumbir ao peso que temos nas costas que pode chegar a pesar tanto como o próprio mundo.

É esse peso que faz com que muitas pessoas recorram à solução, a única solução que não pode ser resolvida, e então o pai que se viu incapaz de sustentar a família opta por uma caçadeira encostada à cabeça, o empresário de sucesso que deixou de conseguir pagar aos empregados e teve de declarar a falência da empresa opta por espernear suspenso por uma corda presa a um a árvore, o jovem que foi tantas vezes mal tratado na escola resolve atirar-se para a frente de um comboio que o há-de levar para sempre para longe disso, e a dona de casa, mãe solteira farta de adormecer e acordar sozinha decide ingerir comprimidos suficientes para nunca mais acordar.

Olhares

Ver o mundo pelos olhos de uma criança

Cada pessoa tem o seu. E cada olhar vê o mundo de maneira diferente.

Sempre tentei conservar o meu olhar de criança, ver a vida com os olhos de um miúdo.

As crianças vêm a vida de uma maneira diferente dos adultos, entusiasmam-se sempre com algo novo, dão mais valor a menos e têm uma capacidade enorme de perdoar e de esquecer. Conforme vamos crescendo vamos perdendo esse olhar e vamo-nos consumindo nas nossas vidas sedentárias, casa-trabalho e trabalho-casa, vamos perdendo o interesse pelos fascinios que o mundo à nossa volta tem para nos mostrar, coisas que estão apenas à espera que coloquemos os nossos óculos de criança para as descobrir.

Acabamos por nos tornar em pessoas amarguradas, incapazes de dar ou receber amor, incapazes de perdoar e de esquecer, incapazes de resolver as coisas pelo diálogo, tornamo-nos mesquinhos, arrogantes e distantes.

Calculo que os senhores da guerra, aqueles que criam exércitos de homens que se escondem por detrás da mira de uma arma com o intuito de tirar a vida a qualquer um que se atravesse no seu caminho, tenham perdido esses óculos e que se tenham esquecido de como era mais engraçado ver a vida pelos olhos de uma criança. Em vez disso acabam por impedir que muitos meninos e meninas algum dia venham a ver o mundo com esses olhos, tudo por uns míseros dolares, por umas míseras moedas ou notas, por uns míseros litros de petróleo.

Com o meu olhar de criança vejo que  se o problema do mundo é a falta de dinheiro poderíamos se calhar imprimir mais notas e fazer mais moedas e distribuí-las pelo mundo, mas depois os óculos caem e acabo por perceber que se calhar não é tão simples assim porque há muitos adultos que não têm esses óculos.

Conquista

Conquistamos, todos os dias conquistamos. Tal como os nossos antepassados conquistaram o solo que hoje pisamos, todos nós, todos os dias conquistamos um pouco mais. Conquistamos um pouco mais desta terra que é a felicidade, vencemos um pouco mais na constante guerra que é a vida.

Sim, porque a vida não passa disso mesmo de uma guerra. Uma guerra constante contra a solidão, contra a exclusão, contra a doença, contra a fome, contra a crise financeira, contra os nossos próprios impulsos.

Todos os dias temos de lutar para não dar aquele murro que tanto nos apetecia dar, temos de segurar as lágrimas por nos sentirmos sozinhos embora vivamos no centro de uma metropole com centenas de pessoas, temos de lutar para que nos aceitem em grupos ou temos de lutar contra cancros ou leucemias, ou  outra doença, luta que nos sugará grande parte da energia e da vontade de viver. E aí voltamos a ter de lutar, lutar contra a falta de vontade viver, teremos de conquistar o gosto pela vida. Para isso é preciso aprender a relativizar tudo, aprender a definir prioridades, a compreender o que realmente tem importância e quem são as pessoas que realmente valem a pena, e então, após a conquista volta a guerra por conquistar as coisas que realmente valem a pena.

Assim, todos nós somos todos os dias verdadeiros conquistadores, verdadeiros D. Afonso Henriques que lutamos para conquistar não território mas sim a nossa felicidade.