RESiSTÊNCIA: Capítulo I

Nunca pensei vir a viver como vivo. Se em 2013, quando acabei o meu curso, me dissessem que dali a 5 anos andaria perdido pelas ruas europeias sem ter o que comer e onde dormir eu na«ão teria acreditado.

A verdade é que estamos em 2018, já não sou o miúdo de 22 anos que era, e a europa também não é o continente de paz que foi. Após a crise económica de 2008, que durou até 2014, os países europeus acharam por bem federalizar a união. Criaram os Estados Unidos da Europa, centralizando todas as decisões políticas num único que está demasiado longe do povo para o ouvir e sendo actualmente liderado pela Ex-Chancelr Alemã, que também não é conhecida pela sua complacência solidariedadepara com os menos afortunados.

Esta não foi a única mudança na europa. Antes da federalização da união a Grécia viu-se a braços com uma guerra civil como há muito não se via. O governo grego, pressionado pelas ingerências políticas dos países do norte, investiu violentamente contra os manifestantes gregos que protestavam contra a continuada e desavergonhada austeridade, provocou milhares de mortos e deteve todos os que estivessem ligados a movimentos de oposição.

Em Portugal o povo continuou a manifestar-se, mas o despesismo do governo fez com que os protestos caíssem em saco roto, o que levou a duas tentativas de golpe de estado, tendo estas sido suprimidas pelas forças de segurança que estiveram sempre um passo à frente dos revolucionários.

Em espanha os protestos aumentaram sucessivamente, aumentando também a violência dos mesmos, morreram pessoas de ambos os lados da trincheira, tendo o governo pedido a demissão, mas tendo sido depois reeleito por “falta de alternativas”.

Depois dos eventos nestes três países, os media na união europeia começaram a vender aos espectadores a ideia de que uma guerra dentro da união estaria iminente pelo que a única forma de a prevenir seria o refortalecimento da mesma.

Os países do norte lançaram para a mesa a ideia do federalismo, vendendo-a como a única forma de atingir paz social e estabilidade económica para a união. Por toda a europa as pessoas começaram a manifestar-se contra esta ideia e os governos dos seus países foram rápidos a suprimir tais protestos bem como a deter e encarcerar todos os que ousassem opor-se a tal ideia.

O processo de unificação durou cerca de um ano, as polícias dos diferentes países caçavam e anulavam qualquer pessoa que questionasse a formação do novo regime e que tentasse criar uma oposição ao mesmo. Os meios de comunicação para fora da europa foram cortados, criaram-se mecanismos de vigilância das comunicações na internet e vendeu-se, para a comunidade internacional, a ideia de que esta mudança era largamente aceite pelos povos europeus.

Dentro das cidades europeias forma instalados sistemas de videovigilância e imposta hora de recolher obrigatório, as forças policiais fazem patrulhas diárias na tentativa de encontrarem e aniquilarem qualquer núcleo de oposição. Têm tido sucesso a eliminar grande parte deles, felizmente, aquele a que pertenço tem-se mantido firme.

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