Fobia: Capitulo XI

O N ainda não sabia o que se tinha passado dentro do barracão, mas sabia que o som de tiros não podia significar nada de bom.
Aproximou-se mais do barracão, mantendo-se baixo para evitar ser visto. Ao mesmo tempo que se aproximava, procurava eventuais entradas e saídas por onde pudesse espreitar para o interior.
Reparou que o barracão só tinha duas entradas, um portão grande na parte da frente, e uma porta na lateral, reparou ainda que ao lado da porta havia uma pequena janela, alta, que provavelmente servia apenas para fazer ventilação da estrutura. Resolveu que seria o melhor sítio por onde espreitar embora também fosse extremamente arriscado.
Continuava a andar a passos curtos e leves, tentando não fazer barulho.
Quando finalmente chegou à janela percebeu que não a conseguia alcançar, a janela infelizmente estava muito alta. Procurou em redor algo que pudesse usar para ficar mais alto, viu que a poucos metros havia um amontoado de paletes de madeira.
“Oh, que bom… Será que isto pode piorar?”
Dirigiu-se ao monte de paletes, escolheu uma que parecesse mais robusta e que fosse fácil de tirar dali sem fazer barulho, depois arrastou-a, lentamente, até à parede do barracão. Encostou a palete verticalmente à parede, com o máximo cuidado para não fazer barulho, subiu para cima da mesma e finalmente conseguiu olhar para dentro do barracão.
O barracão era amplo, sem divisões. Havia uma mesa encostada à parede oposta à qual se encontrava. No cima da mesa havia uma arma de fogo, e um cinzeiro com beatas de cigarro que ainda fumegavam. Encostado à mesa estava um dos rapazes que vinha no carro, olhava fixamente para frente onde o P estava. Amarrado a uma cadeira o P permanecia de cabeça baixa, olhava fixamente para o chão. O líder do grupo permanecia na sua frente, parecia estar a falar para ele, mas o N não os conseguia ouvir.
Por trás do P estava outro dos rapazes, a fumar, que resolveu apagar o cigarro nas costas do P, este contorceu-se com dores.
“Ufa… Pelo menos está vivo. Mas… Onde está o outro?”
O N olhou para todos os cantos do barracão, na tentativa de encontrar o quarto elemento do grupo, mas não o via.
Resolveu descer da palete para voltar à ambulância, precisava de saber se a policia ainda estava muito longe.
Mal assentou os pés no chão sentiu uma pancada extremamente forte na nuca, a única coisa que lhe ocorreu antes de perder os sentidos foi “Foda-se, estavas aí…”.

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One thought on “Fobia: Capitulo XI

  1. Pinguim diz:

    Isto está a tornar-se “muito interessante” e activo…

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